Falar demais na entrevista


Entrevistas de Emprego

SAPO Emprego

A medida certa para as suas palavras.

Se algumas pessoas que falam muito despertam uma simpatia quase imediata nos outros, existem aquelas que em apenas dez minutos de conversa se podem tornar cansativas e até irritantes. Na verdade, falar demais não significa apenas falar em excesso, mas também focar assuntos sensíveis ou desnecessários, sem qualquer tipo de constrangimento quanto ao que se diz.  Convença-se de que há coisas que deve guardar só para si ou para outra ocasião e não desperdice as suas chances de um bom emprego apenas por ser “desbocado”.

Ajudamo-lo a encontrar a medida certa para as suas palavras durante a entrevista de emprego.

  • Saber ouvir é a melhor defesa para não cair no erro de falar demais. Se prestar atenção ao que o entrevistador diz e pergunta conseguirá começar a delinear o percurso da entrevista e encaminhar as suas respostas para o objectivo primordial:  de
  • Na ânsia de não cair nos desconfortáveis períodos de silêncio, é frequente os candidatos perdem-se nos seus próprios monólogos, não dando sequer espaço para uma intervenção do entrevistador. Saiba respeitar o ritmo da entrevista, sabendo intervir no momento certo e em dose “controlada”.
  • Seja conciso e responda directamente às questões que lhe são colocadas. Muitas vezes, não compreender o sentido da pergunta leva a que o candidato se perca na resposta, na tentativa de dar a volta à questão. Se não compreender o que lhe é perguntado, não tenha receio de pedir ao entrevistador para repeti-la.
  • É certo que, directa ou indirectamente, o nosso percurso profissional acaba por ser influenciado por questões da vida pessoal, tornando-se difícil fugir a certos temas. No entanto, deverá fazer o máximo de esforço para evitar que a entrevista se foque em questões pessoais e, sempre que tal seja inevitável, não entrar em demasiados detalhes.
  • A linha que distingue uma pessoa auto-confiante de uma pessoa presunçosa pode ser muito ténue. É verdade que um dos propósitos da entrevista é que o candidato saiba “vender-se” o melhor possível, mas deverá faze-lo subtilmente e não recorrendo ao auto-elogio. A humildade é um valor que dificilmente sairá de moda.
  • Não utilize a mentira para fugir a uma realidade que lhe parece pouco favorecedora. A não ser que o seleccionador seja muito inexperiente, acaba por não ser difícil detectar situações em que o candidato refere funções que nunca desempenhou, apresenta resultados que nunca alcançou ou diz que aufere um rendimento muito superior ao real.
  • Não diga mal de antigos chefes nem antigos colegas. Certas pessoas atribuem todas as situações negativas da sua carreira a antigos colegas ou mesmo às empresas em que trabalharam anteriormente. Para além de fazer passar uma imagem pouco profissional, pode sugerir que a questão não está nos outros mas em si e que poderá eventualmente ter problemas de relacionamento interpessoal e em assumir responsabilidades.
  • Evite abordar questões políticas e religiosas. Estes são assuntos que requerem máxima sensibilidade sobretudo quando não sabemos exactamente quais as convicções de quem está à nossa frente. A única opção segura, para este tipo de assuntos, é deixá-los fora do contexto da entrevista.
  • Falar prematuramente de dinheiro pode desagradar o seleccionador. Da mesma forma, falar muito cedo em questões relacionadas com horário de trabalho ou férias pode passar a imagem de que ainda antes de começar a trabalhar já está a pensar em formas de não fazê-lo.
  • Apesar de ser raro a empresa fazer uma proposta no decorrer da entrevista, este não é um cenário totalmente descabido. É importante que o candidato tenha o sangue-frio necessário para não dar uma resposta imediata, por mais tentadora que seja a oferta. A maioria dos recrutadores aceita que menos de uma semana é um prazo razoável para aguardar por uma resposta.

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