Mentiras no Emprego


Ambiente de Trabalho

SAPO Emprego

Conheça a dimensão deste fenómeno.

Sabia que 15% das pessoas já foi apanhada a mentir no trabalho? Parece supreendente, mas estudos recentes confirmam que, seja para conseguir um emprego,  salvar o emprego actual ou apenas para manter uma boa imagem, 1 em cada 5 trabalhadores estariam dispostos a mentir.   Na verdade, a mentira até pode ser com um objectivo louvável, como manter um bom ambiente entre colegas ou defender a reputação da sua equipa de trabalho.  Mas a mentira tem “perna curta” e, mesmo na melhor das intenções, faltar à verdade acabará por comprometer a sua credibilidade e a sua carreira, prejudicando também o relacionamento com colegas, chefias e clientes. Assim, mesmo parecendo um cliché, a honestidade é sempre a melhor política, seja qual for a sua área de actividade, grau de responsabilidade e funções.

 As situações mais frequentes  

# De todas as mentiras que se dizem no trabalho as mais populares são, sem sombra de dúvida, as desculpas para atrasos ou faltas ao trabalho. O excesso de trabalho, stress ou a insatisfação profissional, levam à necessidade de encontrar uma justificação credível, camuflando  um acordar mais tardio ou um dia de menor disposição para o trabalho com gripes e outras indisposições menores.

# Outra das razões que pode levar a uma “fuga à verdade” num contexto profissional é a necessidade de manter bons niveis de satisfação de clientes. Nomeadamente, perante uma situação de reclamação, garantindo que a imagem da empresa não fica prejudicada por um cliente descontente.

# Esconder projectos mal sucedidos ou erros cometidos é o segundo motivo mais recorrente nas mentiras no trabalho, seja para benefício próprio ou em defesa de colegas de equipa.  O fugir à verdade é, com frequência, a forma escolhida não perder o prestígio e a boa imagem junto de colegas e superiores hierárquicos.

# Outra situação que promove a mentira no trabalho é a necessidade de mudar de assunto ou evitar determinado tema.  Desde fugir a um telefonema, negar a presença em determinado contexto ou o conhecimento de determinada informação, são vários os contextos onde a mentira surge como o “caminho mais fácil”.

Da mentira pontual ao hábito
Uma das armadilhas em que um “impostor” mais facilmente cai é a ilusão de não ser apanhado. O  leve sentimento de culpa inicial é facilmente esquecido quando a mentira resulta a seu favor e, rapidamente, volta-se a cair na tentação de mentir outra vez e passa-se de uma situação pontual a um (mau) hábito.  Não se iluda! Optar pelo caminho alternativo à verdade é cansativo e, a longo prazo, nunca compensa. Mais cedo ou mais tarde sera certamente apanhado.

Como detectar uma mentira  
Mesmo os impostores mais treinados deixam facilmente cair sinais reveladores do seu delito. Com alguma atenção, facilmente serão detectados pequenos alertas dados pela nossa linguagem corporal que revelam uma situação de fuga à verdade.  Evitar o contacto visual, alterações na voz, respostas inconsistentes, riso nervoso, inquietação constante... são alguns dos sinais que o podem denunciar!

 As consequências  
O recurso a desculpas para atrasos constantes ou faltas ao trabalho é sempre associado à irresponsabilidade, preguiça ou falta de compromisso, criando uma imagem pouco positiva a nível profissional .  Por outro lado, um trabalhador que se esquiva a assumir as suas falhas, justificando-se com mil e uma situações improváveis, perde rapidamente a credibilidade perante colegas e chefias.

Seja no imediato ou a longo prazo, um “impostor”dificilmente sai impune destas situações. Se uma pequena e inofensiva mentira pode ser perdoada, este tipo de comportamentos dificilmente são esquecidos e basta uma reincidência para destruir por completo o seu perfil profissional.

O que fazer para evitar?
A única forma de evitar uma mentira, é dizer a verdade. Mais vale aguentar uma reacção “a quente” no momento do que arriscar os danos que podem advir de uma revelação tardia da verdade. Sem dúvida alguma que assumir os seus erros, falar abertamente com a sua chefia e colegas, é a melhor forma de manter-se livre do estatuto de “impostor”.

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