Carreira no feminino


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Obstáculos na vida profissional das mulheres.

Apesar da discriminação a que são sujeitas ser muito difícil de provar, a verdade é que a tendência ainda aponta para maiores dificuldades por parte das mulheres em entrar no mercado de trabalho. Até chegarmos ao cenário ideal de igualdade, é preciso mudar mentalidades, melhorar o apoio social, num esforço conjunto de governos e sociedade para a construção de uma sociedade mais equilibrada.
Para podermos, em conjunto, começar a modificar a situação, apresentamos-lhe os maiores inimigos das mulheres, quando se trata da sua carreira.

1. A maternidade
Sem dúvida é uma forte oposição à eliminação das desigualdades existentes entre géneros. Estando as mulheres geneticamente associadas à maternidade, as dificuldades encontradas para conciliar vida profissional e vida privada acabam por ser causa e efeito de uma carreira geralmente menos ambiciosa e com menos resultados.

2. O desemprego
Um dos problemas económico-sociais mais graves no século XXI, é particularmente mais grave no caso das mulheres, sobretudo nas faixas etárias mais jovens. Alia-se aqui a dificuldade crescente que têm numa situação de recolocação profissional ou no regresso à vida activa (por exemplo, depois da maternidade).

3. As mentalidades
Os estereótipos existentes associados à mulher, continuam a dificultar a progressão de carreira e a entrada em determinadas áreas  do mercado de trabalho, perpetuando a discriminação. Na verdade, mesmo que sejam as mulheres a ter as melhores notas de licenciatura e maiores qualificações, continuam a ser os homens a entrar mais facilmente no mercado de trabalho e a alcançar a maior parte dos cargos de chefia.

4. O trabalho precário
Sendo este um problema transversal a toda a sociedade, as mulheres portuguesas figuram nos primeiros lugares entre aquelas que na UE optaram por um trabalho a tempo parcial por não conseguirem encontrar um emprego a tempo inteiro. De facto, entre o recurso ao trabalho temporário, part-time ou a criação de emprego próprio, são as mulheres que mais dificuldades têm para garantir a estabilidade do seu posto de trabalho.

5. As estruturas sociais
Apesar de, em alguns países da Europa, o cenário já ser muito diferente, em Portugal continuam a faltar apoios estruturados para auxiliar a conciliação do trabalho com a família.  Exemplo de um caso de sucesso é a Suécia, onde se aposta na oferta de serviços às famílias (creches, apoio a idosos, serviços de proximidade), mas também a partilha de responsabilidades familiares entre o pai e a mãe, apoiando fortemente a profissionalização das mulheres.

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