Mentir por um emprego.


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As mentiras mais frequentes dos candidatos.

Alguns candidatos tentam de todas as formas, aumentar as hipóteses de conseguir um emprego, nem que para isso tenham que recorrer a algumas mentiras durante o processo de recrutamento. Mentiras dissimuladas, inexactidões ou meras omissões, podem até passar despercebidas de início, mas o mais provável é que, com o passar do tempo, venham a ser descobertas. Afinal, “mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo” e, quando esse momento chegar, as consequências poderão ser as piores.
Para não fazer de cada entrevista uma homenagem ao 1º de Abril, conheça os temas sobre os quais os candidatos mais mentem.  
 
# Habilitações. Dar informação falsa no que diz respeito às habilitações académicas é mais frequente do que se possa pensar, apesar de ser uma das mentiras mais facilmente detectadas. Desde candidatos que deixam a licenciatura incompleta mas assumem o título de licenciados, a outros que alteram a Instituição onde concluíram a sua licenciatura por outra que tenha maior notoriedade no mercado de trabalho... Este é o tipo de mentira que tem “perna curta”, pois é rara a empresa que hoje em dia não solicite um certificado de habilitações.

# Conhecimentos Complementares. Hoje em dia, as línguas estrangeiras e os conhecimentos de informática são requisitos muito valorizados para qualquer função. Por este motivo, são muitos os candidatos que incluem estas mais-valias no seu CV sem que correspondam à verdade, ou que ampliam o nível real de conhecimentos que têm. Em processos de recrutamento mais exigentes, a verdade é facilmente descoberta logo na fase de selecção, quando sejam elaborados os testes de avaliação nestas matérias. A longo prazo, mesmo o candidato que supere essa fase, será notório que o seu desempenho não corresponde às expectativas criadas.

# Experiência. Supondo que não serão descobertos, alguns candidatos chegam mesmo a forjar informações relativas à duração de uma determinada experiência profissional ou até a “criar” uma experiência que nunca sequer existiu. Mais uma vez, este tipo de informações é muito fácil de verificar através de uma simples chamada telefónica. E certamente será muito mais negativo o impacto desta informação falsa, do que a pouca experiência profissional no seu CV.

# Idade. É frequente os anúncios de emprego definirem no perfil de candidatos uma faixa etária “ideal”. Algumas pessoas que não se enquadram nesta faixa, optam por omitir a sua idade no Curriculum, convencidas de que quando chegarem a uma entrevista, podem demonstrar que o seu potencial em nada é alterado por não terem a idade pré-estabelecida. Esta é, sem dúvida, a mentira mais compreensível e, em muitos casos, pode mesmo funcionar a favor do candidato.

 Salário anterior. Durante a entrevista de emprego, a tendência para “inflacionar” o valor do salário actual/anterior é muito frequente, numa tentativa de conseguir uma melhor base de negociação. Apesar de não ser propriamente uma mentira “grave”, acaba por ser fácil para os potenciais empregadores descobrirem a verdade, pois o universo empresarial português é pequeno e os contactos entre empresas são uma constante.

# Razões para ter saído da empresa anterior. Esta é a “mentira” mais perdoável no campo profissional mas também esta, é de fácil denúncia. É natural que seja difícil admitir que a saída da empresa se deveu a uma má adaptação à empresa, mau relacionamento com colegas e chefias ou mesmo por um fraco desempenho… Em vez disso, muitos profissionais optam por “embelezar o cenário”, focando-se em questões como o final do contrato de trabalho, reestruturação da empresa, despedimentos colectivos, por ex.

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