O Processo de Bolonha


Formação Nacional

SAPO Emprego

A criação dum Espaço Europeu único de Ensino Superior.

Já foi há 10 anos que os ministros de 29 países europeus, incluindo Portugal, reuniram-se em Bolonha e assinaram a declaração que estabelece a criação de um Espaço Europeu de Ensino Superior até 2010. Nesta declaração, decidiu-se que os sistemas europeus de ensino superior deveriam ser coerentes e compatíveis entre si para fortalecer o reconhecimento de qualificações e incrementar a competitividade internacional do ensino superior europeu.
Muito tem sido dito sobre o que é o Processo de Bolonha, mas restam ainda muitas dúvidas no que diz respeito às reestruturações levadas a cabo no ensino superior para que Portugal seja capaz de participar plenamente neste processo. Uma coisa é certa: a aplicação do Acordo de Bolonha já começou a transformar a vida académica e profissional dos jovens portugueses.
Ajudamo-lo a esclarecer algumas das mudanças em curso e quais os objectivos e consequências da criação dum Espaço Europeu de Ensino Superior.

Objectivos:
# Tornar a Europa um espaço económico mais dinâmico e competitivo.
# Fazer face às mudanças nas condições de trabalho e à diversificação nas carreiras profissionais, criando um modelo de educação capaz de responder às exigências do mercado de trabalho.
# Homogeneizar o ensino universitário e politécnico dos países pertencentes à União Europeia, com um sistema de graus facilmente comparáveis.
# Passar de um sistema de transmissão de conhecimentos (passivo) para um sistema de desenvolvimento de competências.
# Promover o conceito de aprendizagem ao longo da vida.
# Tornar o Espaço Europeu de Ensino Superior atractivo para estudantes europeus e de outros países.
# Ser possível a um estudante de qualquer estabelecimento de ensino superior iniciar a sua formação académica, continuar os seus estudos, concluir a sua formação e obter um diploma em qualquer universidade de qualquer Estado Membro.

Principais Linhas de Acção:
1. Adopção de uma estrutura de graus baseada em três ciclos: licenciatura, mestrado e doutoramento.
# Ao primeiro ciclo (licenciatura) correspondem normalmente 180 créditos e três anos curriculares. Excepção feita para os cursos em que se verifique ser necessária uma formação mais longa para a obtenção das competências necessárias ao exercício da profissão, por exemplo: medicina, enfermagem, medicina veterinária, farmácia, arquitectura...
# Para a conclusão do Mestrado (segundo ciclo) é necessário obter 90 a 120 créditos, durante três ou quatro semestres curriculares. No ensino universitário, o mestrado deve promover uma especialização de natureza académica, enquanto que no ensino politécnico a especialização deve ser de natureza profissional.
# O nível mais elevado de educação, o Doutoramento deverá ter a duração de três ou quatro anos.

2. Criação de um sistema europeu de transferência de créditos (ECTS - European Credit Transfer System), que indicam o volume de trabalho do estudante (tendo por base as horas totais dedicadas ao estudo, aulas, exames, trabalhos, etc..).  Este sistema já existia no âmbito do Programa Sócrates/Erasmus e o Processo de Bolonha veio generalizar a sua aplicação, garantindo o reconhecimento dos títulos académicos e dos estudos efectuados noutros países, cidades ou instituições de ensino superior. Desta forma, os processos formativos tornam-se mais flexíveis, pois não se exige que se iniciem e terminem na mesma instituição. 

3. Garantia e certificação da qualidade do ensino superior. Cada estabelecimento de ensino superior deverá promover sistemas próprios de garantia/ desenvolvimento de qualidade, sistemas estes que deverão ser passíveis de certificação por entidades externas à instituição. Os sistemas de certificação deverão avaliar os programas e instituições através de: avaliação interna (nacional); avaliação externa (realizada por países parceiros); participação dos estudantes e publicação de resultados.

4. O processo de formação deixa de estar centrado no ensino e passa a estar centrado na aprendizagem, com base na equação “70% prático e 30% teórico”. Neste processo de desenvolvimento de competências, abordam-se os temas específicos de cada curso e área de estudo, mas também competências transversais como a capacidade para analisar situações e resolver problemas, capacidades comunicativas, liderança, integração em equipa, adaptação à mudança, capacidade de seleccionar informação, de a organizar e sintetizar, etc.;

5. Promoção da mobilidade de estudantes, docentes e pessoal não docente. A mobilidade que, por si só constitui uma fonte de aprendizagem, será assegurada e facilitada pelo sistema de transferência e acumulação de créditos.
Desta forma, facilita-se o intercâmbio entre estabelecimentos de ensino nacionais assim como entre estabelecimentos de ensino superior nacionais e estrangeiros.

6. Percepção da formação como algo que não se esgota na estrutura tradicional do Ensino Superior e se desenvolve ao longo da vida. Através do Processo de Bolonha pretende-se que a aprendizagem englobe todo um conjunto de outras actividades de formação, nomeadamente: programas de mobilidade, e-learning, investigação, educação vocacional, reconhecimento de qualificações.

Fontes:
http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Reconhecimento/Processo+de+Bolonha/
http://www.unl.pt/bolonha/o-que-e-o-processo-de-bolonha/o-que-e-o-processo-de-bolonha

Publicidade

Siga-nos em:
Twitter   Facebook   LinkedIn   RSS   MEO Kanal - SAPO Emprego