Muitos candidatos parecem esquecer-se do papel fundamental que o currículo tem para conseguirem “aquele” emprego de que tanto gostariam. Na verdade, e como primeiro passo para uma candidatura, o CV é, sem dúvida, o elemento mais importante para chamar a atenção de um potencial empregador e conseguir uma oportunidade de carreira. Mas como transmitir a informação mais importante e selecionar aquilo que poderá, de facto, fazer a diferença? Ajudamo-lo a definir o que é de mais e o que é, notoriamente, de menos, para poder estabelecer a medida exata do seu Currículo.
Por defeito...
# Alguns candidatos optam por não incluir muitos detalhes na tentativa de atrair a curiosidade do selecionador para uma potencial entrevista. Erro crasso! Com o elevado número de candidaturas recebidas, a análise de CV é uma fase de pré-eliminação em que só os melhores conseguirão passar.
# Tenha em mente que o selecionador não o conhece e esta é a única informação que vai ter sobre si. Não incluindo todos os dados que possam valorizar o seu percurso académico e profissional, o mais provável é que o empregador não fique com qualquer ideia do seu verdadeiro potencial.
# Lembre-se que o empregador está à procura de um determinado perfil e que vai procurar no seu CV características que encaixem na descrição da função. Se não aproveitar para colocar palavras-chave adaptadas à função a que se candidata e as suas principais qualificações e competências nessa área, estará em desvantagem competitiva face a outros CVs.
# Não se limite a referir quais os cargos que ocupou, aproveite para enumerar as principais responsabilidades, objetivos alcançados, projetos desenvolvidos. Ser demasiado generalista ou vago pode prejudicar a análise das suas competências.
# Não poupe em exemplos e referências a projetos bem sucedidos em que esteve envolvido. Factos concretos ou cujos resultados possam ser facilmente comprovados, podem ser o segredo para captar imediatamente a atenção dum empregador.
# Mesmo que não tenha muita experiência profissional, existe sempre um trabalho académico, um estágio ou um trabalho temporário em que tenha desenvolvido algumas competências relevantes para a função a que se candidata.
... e por excesso!
# Não se esqueça que os bons CVs não se “medem aos palmos” e um bom Curriculum deve ser sucinto e objetivo. Destaque apenas o que é verdadeiramente importante e esqueça os dados superficiais. Geralmente, os recrutadores aceitam com maior agrado um CV com uma a duas páginas.
# Exagerar na referência a conferências assistidas, trabalhos realizados ou nas responsabilidades assumidas em experiências profissionais passadas, podem transmitir a ideia de que não tem nada de relevante para acrescentar.
# Convém distinguir o que é ou não revelante. Será que é importante indicar onde fez a primária? Ou que foi delegado de turma na escola secundária? Um Curriculum com demasiados detalhes torna-se muito cansativo para quem o analise e dificulta a tarefa de separar o que é relevante do acessório.
# Há muitos dados que são pouco importantes ou redundantes. Se tiver um nome claramente masculino ou feminino, de que serve indicar o seu género? Por outro lado, não existe necessidade de repetir idade e data de nascimento, opte por uma das duas. Também não são fundamentais dados como número de bilhete de identidade, contribuinte, carta de condução, a altura, etc...