Para atrair os melhores profissionais, muitas empresas recorrem a promessas tentadoras durante o processo de recrutamento — seja no anúncio ou na entrevista. Falam de benefícios extra, planos de carreira, formações contínuas ou estabilidade profissional.

Cumprir as promessas feitas durante o recrutamento deveria ser a norma, mas, na prática, muitas vezes as mesmas acabam por não se concretizar, gerando frustração e desilusão nos novos colaboradores.

A seguir, destacamos os exemplos mais frequentes deste tipo de situação.

Plano de integração

É comum ser prometido aos candidatos um programa de integração com formação estruturada, ainda que seja on the job.
Na prática, muitos novos colaboradores chegam à empresa com pouco apoio ou orientação, tendo de descobrir a cultura e os processos internos “por conta própria”.

Formação contínua

Grande parte das empresas promete oportunidades de formação regular para o desenvolvimento de competências.

Apesar de existir legislação que prevê um número mínimo de horas de formação obrigatórias por ano, muitas empresas limitam-se a cumprir o exigido, independentemente da relevância da formação para os colaboradores.

Planos de carreira

“Possibilidade de progressão interna” é uma das frases mais comuns nos anúncios de emprego.

No entanto, o recrutamento interno continua a ser pouco praticado. As vagas mais aliciantes são muitas vezes preenchidas por profissionais externos, limitando o crescimento de quem já faz parte da empresa.

Recompensa por desempenho

Embora a avaliação de desempenho seja uma prática habitual, nem sempre se traduz em recompensas concretas.

Muitas vezes, fica-se por elogios ocasionais, sem impacto real no salário ou na progressão profissional, deixando os colaboradores com a sensação de que o seu esforço não é verdadeiramente valorizado.

 

Benefícios extrassalariais

Para além das recompensas financeiras, muitas empresas prometem também vantagens adicionais no dia a dia do colaborador, como teletrabalho parcial, horários flexíveis, dias extra de férias ou seguro de saúde.

Na prática, estas regalias podem não corresponder exatamente ao prometido, por estarem limitadas a situações excecionais ou dependentes de aprovação da gestão.

É importante questionar de forma clara como funcionam realmente estas regalias para que não existam mal-entendidos.

Estabilidade profissional

Muitos candidatos aceitam condições precárias com a promessa de que a situação mudará a curto prazo.

Infelizmente, a experiência mostra que, em vez de estabilidade, muitos acabam por transitar de vínculos frágeis para o desemprego.