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Desenvolvimento de Carreira

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Prós e contras da mobilidade profissional.

Durante décadas, a estabilidade no emprego era uma das principais características que definiam o sucesso profissional. Trabalhar 20 ou mesmo 30 anos numa mesma empresa era para muitos um apreciado objectivo de carreira, muito mais importante do que um bom salário ou um cargo de relevância hierárquica. Mas os tempos são outros e, para aqueles que o conseguem, a mobilidade é uma forma de manter a motivação e produtividade e conseguir evolução profissional progressiva. A verdade é que, apesar da crise e falta de emprego que afecta alguns, mudar de emprego virou moda para outros.
E afinal, são estas mudanças uma mais valia curricular ou podem vir a comprometer seriamente o futuro destes profissionais “saltitões”? Para ajudar a responder a esta questão, seleccionámos os principais argumentos a favor e contra a mobilidade profissional.

A favor…  
# O aceleramento do ritmo de crescimento dos negócios e a própria diminuição da esperança de vida das empresas, alteraram para sempre o conceito de “antiguidade” e a sua importância para o perfil profissional.

# As promoções dentro das empresas já não são um modo de ascensão profissional. Os exemplos de profissionais que entravam numa empresa como paquetes e ascendiam aos cargos mais altos da organização, são coisa do passado. Hoje em dia, o profissional necessita de habilidades pessoais e profissionais muito bem desenvolvidas para competir neste mercado globalizado.

# A mudança de emprego é a melhor forma de ganhar diferentes experiências, um sinal de ambição e competitividade. Quem permanece muito tempo numa mesma função e ambiente profissional acaba por limitar o seu crescimento profissional. 

# Também o constante desenvolvimento tecnológico tem levado as empresas a estimular, por seu lado, esta rotatividade de colaboradores. Exemplo disso, o facto de as empresas ligadas à Internet e novas tecnologias serem as maiores responsáveis por uma constante rotatividade dos seus quadros. 

# As mentes criativas necessitam de ser estimuladas. Desta forma, mais do que um sinal de irresponsabilidade, a mobilidade profissional é uma manifestação da vontade de buscar novos desafios.

# Quase todos os especialistas são unânimes em afirmar que, quando se trata de uma proposta verdadeiramente tentadora, não há o que pensar, é só encarar a mudança. Afinal de contas, há oportunidades que nos surgem apenas uma vez, e ninguém no seu perfeito juízo perde uma oferta de crescimento profissional e financeiro só porque não tem um ano de casa!

Contra… 
# Para muitos responsáveis de Recursos Humanos, dois anos continua a ser o tempo mínimo para se permanecer numa mesma empresa. As excepções a esta regra podem, no entanto, ser justificadas pelos motivos que levaram à mudança.

# Ainda há quem continue a ver a inconstância profissional como um sinal de falta de compromisso com a empresa e projectos assumidos. Assim, a rotação de emprego gera suspeitas sobre a maturidade do candidato e sobre as suas capacidades de adaptação. 

# A mobilidade pode diminuir o poder de negociação salarial no futuro, pois o profissional será sempre visto com um elemento de elevado risco para as empresas. À partida, são poucas as empresas dispostas a assumir o risco de investir num candidato que, provavelmente, sairá à primeira oportunidade. 

#  Se o profissional consegue encontrar realização profissional dentro da empresa, é porque não existem motivos para mudar. A mudança, só por si, não faz qualquer sentido quando se consegue aprender e evoluir dentro duma única organização, gostando do que se faz.

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