Os Pais e a Carreira dos Filhos


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Aprender a orientar sem lhes limitar o caminho.

O futuro profissional dos filhos é uma preocupação natural para todos os progenitores, sobretudo quando se aproxima o momento de fazer opções determinantes: a escolha por uma determinada área, a candidatura à faculdade, a decisão de continuar ou não os estudos... Na verdade, os pais têm um papel determinante nas escolhas académicas e profissionais dos seus filhos. Afinal, eles são o seu primeiro modelo e, por norma, é a eles que os filhos não querem desiludir quando tomam este tipo de decisão.
Mas, na prática, de que forma os podem ajudar a fazer uma escolha acertada sem caírem no erro de impor a sua própria vontade? Sugerimos algumas dicas, para aprender a orientar sem lhes limitar o caminho.

Ajudá-lo a conhecer-se
# Não fique impaciente. Procure ser compreensivo e perceba que o seu filho deverá estar a sentir uma grande frustração. Os pais devem ser um “porto de abrigo” e não mais uma fonte de stress. Uma cobrança constante não é definitivamente a solução para este problema.
# Se alguns jovens verbalizam as suas emoções e mostram do que gostam, outros são bastante mais tímidos e têm dificuldade em evidenciar o que pensam. Assim, um dos papéis mais importantes que os pais podem ter neste processo é ajudar o filho a perceber quem é e quais são os seus pontos fortes.
# Se algumas pessoas não fazem ideia do caminho que devem escolher porque têm a sensação que não são particularmente boas em nada, outras sentem-se perdidas porque têm tantos interesses que não sabem para onde devem direccionar a sua atenção. Fazer um balanço de interesses pode ser um bom ponto de partida nos dois casos.
# Para quem nunca sentiu qualquer tipo de vocação, o segredo pode estar em explorar áreas que até ai não tinha sequer considerado. Quem sabe onde se esconde um potencial talento!...
# Para os que têm interesses muito diversos, uma listagem de todos é essencial para uma análise e uma selecção objectiva. A ideia é ir fazendo uma redução por etapas até reduzir a lista a três ou cinco áreas chave.
# Se a escola não disponibilizar um serviço de aconselhamento vocacional, procure empresas ou psicólogos na sua área de residência que possam ajudar o seu filho a tomar uma decisão fundamentada.

Conhecer as opções disponíveis

# Procure dar ao seu filho uma ideia do que é o mercado de trabalho: áreas com maior saída profissional, áreas com propensão a crescer a médio prazo, áreas mais complicadas...  
# Resista à tentação de pressionar numa determinada direcção ou sugerir abdicar daquilo que realmente gosta com base nas tendências do mercado de trabalho. Tenha sempre em mente que esta deve ser uma escolha pessoal.
# Por vezes as pessoas não têm uma noção muito correcta das actividades que envolvem uma determinada profissão. Ajudá-las a informarem-se mais sobre a parte prática de cada função, seja através da leitura, observação ou mesmo do contacto directo com profissionais dessa área, pode ser importante.
# Algumas pessoas sentem-se desmotivadas porque não se revêem nos cursos mais tradicionais. Mostre ao seu filho que um curso superior não tem necessariamente de ser na área da Gestão, Economia, Direito, Engenharia ou Medicina. Há uma oferta cada vez mais variada de cursos superiores, basta informar-se e ver o que pode ir de encontro aos seus interesses.
#  Se o seu filho não tem interesse em passar muito mais tempo a estudar para obter um “canudo”, tenha a flexibilidade para ver que os estudos superiores são uma forma de entrar no mercado de trabalho, mas não são a única. Há instituições de formação profissional que têm uma vasta oferta de cursos práticos e que podem dar uma rápida entrada no mercado de trabalho.
# Em Portugal o ano sabático ainda não é um caminho muito explorado. Mas se nota que o seu filho está mesmo muito perdido, porque não oferecer-lhe a possibilidade de fazer um “ano de reflexão”. Seja a viajar ou mesmo sem sair de casa, esta pode ser a oportunidade de conhecer melhor o mundo que o rodeia e de fazer uma auto-avaliação mais profunda.
#  Poderá também incitar o seu filho a passar um ano a trabalhar, especialmente se ele estiver a pensar seguir os estudos numa determinada área, mas ainda não estiver completamente certo da sua escolha. Estágios e voluntariado podem ser uma boa porta de entrada para uma realidade que se pretende conhecer melhor.

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