Criatividade


Comportamento & Marketing Pessoal

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Tornar simples o que parece complicado

Por Teresa Escoval

Há quem diga que a criatividade é uma função psicobiológica, tendo apenas que ser reativada, reanimada e treinada. Também há os que pensam que o ser humano criativo não é um ser humano comum ao qual se acrescentou algo, mas o próprio ser humano comum do qual nada se tirou. Outros referem que é a atividade mental organiza¬da, visando obter soluções originais para satisfação de necessidades e desejos.
Gosto de pensar que a criatividade é tornar simples o que parece complicado, o que exige coragem para pôr em prática pensamentos e ideias. O essencial vem da nossa motivação intrínseca e da nossa simplicidade.
A simplicidade ajuda-nos a ver a vida de forma mais positiva, menos complexa, torna-nos menos ansiosos. Essa maneira de estar mais harmoniosa faz com que esteja¬mos em melhores condições de tirar vantagem do que o universo nos oferece. Ou seja, a simplicidade pode transformar-se num valor-chave para sermos criativos.
Normalmente as ideias criativas são tão simples e óbvias que perante elas ficamos com uma estranha sensação. Mas é dando asas à imaginação que nos libertamos das regras e das amarras da nossa educação e da sociedade.
Na maior parte das vezes, se quisermos viver a vida de forma criativa, temos de estar dispostos a agarrar no que fizemos, na pessoa que fomos; teremos de deixá-la ir para voltarmos a emergir de uma maneira diferente.
Aceitar o novo é como se o cérebro voltasse a ficar virgem, recetivo a novas sensações, novos caminhos, ler novos livros, ouvir novas músicas, conhecer novas pessoas… Tudo isso é estimular a criatividade.
Um bloqueio à criatividade é acreditar que só existe uma resposta certa para um problema. Outro é achar que a resposta ou a solução precisa de ser lógica e racional. Muitas coisas só são realmente entendidas depois de terem sido criadas.

Dicas para desenvolver a criatividade
 Acredito que a criatividade pode ser desenvolvida se seguirmos diversas etapas. São as seguintes:
- Desenvolva a sua curiosidade; procure escrever ao menos uma ideia por dia.
- Armazene as suas ideias pois elas precisam de amadurecer para ganharem vida.
- Aprenda a escutar, ouvir e observar; preste um pouco mais de atenção às crianças e aos idosos (se juntarmos a simplicidade das crianças com a experiência dos idosos, teremos uma poderosa fonte de ideias).
- Não julgue nada do que ouve, vê ou escreve; compreenda primeiro.
- Aprenda a ver os problemas como oportunidades de aprendizagem e crescimento.
- Perca o medo de perguntar; quem se questiona ou questiona algo obtém respostas.
- Coloque as ideias em ação; se alguma não resistir a perguntas de corredor, não resistirá ao mercado.
- Evite coisas que enfraqueçam o cérebro (baixa autoestima, insegurança, medo de errar, timidez, ciúme, preguiça, comodismo, desamor e timidez, que podem limitar e até neutralizar seu potencial criativo).
- Use o seu tempo ocioso com sabedoria, permitindo-se usar o cérebro de maneira diferente, o que implica que as informações que possui tenham de percorrer caminhos não usuais.
- Divirta-se trabalhando e trabalhe divertindo-se; mantenha-se de bom humor, pois ele é o comportamento mais importante do cérebro (na falta dele, o nosso raciocínio e a nossa intuição ficam comprometidos).

Teresa Escoval é ‘managing partner’ da TE Perform – Consulting Services;
teresaescoval@teperform.com

Nota: artigo publicado na edição 47 da revista «human» (novembro de 2012)

http://www.human.pt


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