Novo chefe, novas regras


Ambiente de Trabalho

SAPO Emprego

Lidar com a chegada de um novo chefe.

Não mudou de emprego, os colegas também são os mesmos, mas aproxima-se uma mudança no seu trabalho capaz de destabilizar qualquer um: um novo chefe está para chegar.
Não caia na ilusão de pensar que tudo vai ficar na mesma, é importante que esteja preparado para as mudanças que certamente irão acontecer e consciente que esta nova etapa irá alterar a dinâmica da equipa, obrigando a uma readaptação de todos e traduzindo-se num recomeço para cada uma das pessoas envolvidas.
Reunimos as principais regras para que esta transição seja vivida com a maior tranquilidade possível.

# A situação em que o novo chefe chega é determinante. Está a ser lançado um novo negócio? Pretende-se uma total viragem no rumo da organização? Ou há uma preocupação em seguir o rumo que orientou a empresa até aqui? Os aspectos envolventes à chegada do novo líder será determinante para a sua actuação.

# O primeiro impacto é sempre crucial. Desde o diagnóstico inicial até à definição de expectativas mútuas, muito do que será a vossa relação no futuro ficará definido nestes primeiros momentos. Aposte num bom começo, para garantir um relacionamento positivo no futuro.

# Apesar de haver burocracias e estruturas mais difíceis de reformular, é provável que as mudanças se comecem a sentir rapidamente. São raras as pessoas que resistem à tentação de começar a imprimir de imediato o seu cunho pessoal à organização. Esteja preparado para sentir algumas alterações logo no primeiro dia!

#  Da mesma forma que não há duas pessoas iguais, também não há dois chefes iguais. As mudanças serão inevitáveis, nomeadamente ao nível da empatia sentida, das críticas que irá receber e do grau de exigência. É bom que se prepare para isso e saiba adaptar-se da melhor forma aos novos ritmos de trabalho.

# Não faça comparações com o seu antigo chefe (negativas ou positivas). É verdade que temos uma tendência natural para associações com o passado, mas guarde essas impressões para si. Nunca se sabe quem poderá ouvir estes comentários e corre sempre o risco de ser mal interpretado.

# Evite comentários do tipo “isto não costumava ser feito assim” ou “já tentámos isso antes e não resultou”. Demonstre que conhece bem a organização e que, pela sua experiência, pode ser um aliado precioso ao novo chefe.  Quando a sua opinião for solicitada procure explicar que, no passado, determinadas decisões já foram testadas e que na altura resultaram em sucessos ou em fracassos.

# É natural que sinta saudades do chefe com quem já estava habituado a trabalhar, com quem tinha já alguma confiança, de quem já sabia o que esperar e a quem já não tinha muito a provar. No entanto, evite colocar-se na defensiva e encarar o novo chefe como um inimigo. Afinal, este é o seu novo chefe e é com ele que terá de lidar, pelo menos, nos próximos tempos!

# Encare esta mudança como uma oportunidade para desenvolver a sua carreira. A necessidade de se dar novamente a conhecer poderá ser uma forma de sair da passividade em que se tinha deixado ficar por sentir que já não tinha que provar nada a ninguém. Uma “lufada de ar fresco” e novos desafios, podem ser exactamente o que precisava para investir de novo na sua carreira!

# Não caia na arrogância de pensar que seria melhor pessoa para ocupar aquele cargo. Mesmo que, de facto, estivesse em melhor posição para assumir a chefia, é melhor “engolir” o seu orgulho e continuar a ser um bom profissional. Caso contrário, a sua imagem irá sofrer e as consequências na sua carreira poderão ser muito gravosas.

# Dê tempo ao tempo. Lembre-se que o seu novo chefe, como qualquer outro funcionário, precisa de um período para adaptar-se ao novo emprego, aos novos colegas e à nova equipa. Para além das circunstancias normais inerentes a uma mudança, neste caso há a agravante de ter ainda mais “olhos” a analisá-lo por ocupar uma posição de relevo.

# Seja tolerante. É difícil para qualquer gestor deparar-se com uma equipa que já está formada, com pessoas que, em circunstâncias normais, nem escolheria para trabalhar consigo. Também ele já estaria habituado a trabalhar com uma equipa escolhida e formada por si, e na qual já sabia quem era quem. Neste momento terá de realizar essa aprendizagem novamente, e até descobrir quem são os seus opositores e aliados.

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